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Evitar Subir Impostos Não é Não Fazer Descer, Pois Não?

3 de Janeiro de 2020 by olinda de freitas Leave a Comment

Evitar subir impostos: está por todo o lado a suposta decisão do Governo no Orçamento de 2015, inclusive no site Notícias ao Minuto. Mas quer dizer, há os ses – se houver uma derrapagem enorme na despesa, o evitar nem sequer é garantido; se Portugal ficar em risco de ser penalizado por défice excessivo, lá se vai a decisão. Nós, os contribuintes, temos motivos para festejar?

Evitar recusas do Tribunal Constitucional é o principal argumento do primeiro-ministro para não subir impostos em 2015

subir impostosO primeiro-ministro não quer mais nenhuma recusa do Tribunal Constitucional, indicou uma fonte oficial do Expresso, principal razão pela qual PSD e CDS-PP assumiram no Parlamento que a subida do IVA e da TSU iam cair e nenhum destes impostos deverá sofrer alterações até 2015. 

De acordo com o Expresso, e feitas as contas ao custo de oportunidade decorrente do não subir impostos, tal representa 150 milhões do aumento do IVA e 100 milhões do agravamento da TSU, que somados com os 372 milhões da Contribuição de Solidariedade somam mais de 600 milhões.

Como os buracos são para tapar, espera-se uma boa evolução do desemprego, da receita fiscal e da economia e com um maior controlo da despesa dos Ministérios – indicadores potencialmente milagrosos para resolver o problema. E o IRS?

Paulo Portas quer baixar o IRS sem subir o imposto do IVA e nascem aqui as grandes dificuldades as coisas dificultam-se já que parece não haver espaço nem sentido para mexer no IRS – a previsão vai para a alteração nas regras de cálculo do imposto de onde talvez possa surgir um alívio ao IRS. Talvez e sem certeza. 

E o ministro da Economia, António Pires de Lima, também garante o aligeirar os impostos no bolso dos contribuintes?

Moderação fiscal  na tributação sobre o trabalho é a máxima utilizada pelo ministro da economia. Lembremos que a proposta de Orçamento do Estado para 2015 só será conhecida no início de Outubro e até lá tudo o que se possa dizer e toda a tinta que possa correr será no campo das hipóteses e também da falácia típica dos actuais governantes do país. Evitar subir impostos é, bem visto, uma agarantia antecipada…

Pires de Lima terá dito ainda que depois da reforma sobre o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRC), “a moderação fiscal possa chegar também a outras áreas, nomeadamente àqueles [contribuintes] que vivem do seu trabalho”.

Em termos de competitividade o ministro garante que Portugal encontra-se no 36.º lugar, uma recuperação de uma queda de 15 lugares – o que constitui “uma inversão muito positiva, num “ranking” que é muito visto pela comunidade internacional de investidores”.

Para o ministro da economia este relatório constitui “uma evidência de que neste braço de ferro que existe entre a economia e tudo aquilo que economicamente contribui para o crescimento e para o desenvolvimento, e a deseconomia, e tudo aquilo que contribui para o nosso atraso e descredibilização.” A economia ganhou, diz ele crente e esfarrapado…

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Empréstimo do FMI Liquidado em Antecipação é Solução?

24 de Dezembro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

O empréstimo do FMI estará mais perto de ser liquidado por Portugal por vias de um Eurogrupo? Esta é uma possibilidade anunciada pelo site Jornal i.

Possibilidade de pagamento antecipado para os países que têm de liquidar empréstimo do FMI está na mesa 

empréstimo do FMIEm cima da mesa de uma reunião brevemente a decorrer em Milão estarão os Ministros da Finanças da zona euro para aplicação das regras de Bruxelas em termos de finanças públicas e a sua flexibilização face à possibilidade de alguns países não conseguirem cumprir. Trata-se de um Eurogrupo informal em que será debatido o pagamento antecipado pela Irlanda – e eventualmente de Portugal – do empréstimo do FMI. Aguarde-se.

Sem qualquer oposição dos parceiros europeus o assunto do empréstimo do FMI à Irlanda será debatido pelo Eurogrupo. No entanto sabe-se desde já que esta não será uma reunião da qual vão sair decisões definitivas face à pretensão de a Irlanda reembolsar antecipadamente 18 mil milhões de euros dos 22,5 mil milhões emprestados pelo FMI no âmbito do programa de assistência internacional no valor global de 85 mil milhões de euros.

Sabe-se que a Irlanda já se consegue financiar nos mercados a taxas de juro mais baixas e a estratégia irlandesa tem como objectivo poupar quase 400 milhões de euros em juros por ano – estratégia de resto apoiada pelo Governo português. Estará em curso uma proposta no mesmo sentido a Bruxelas e terá, para isso, o Governo, de roubar ainda mais ao povo?

“Também não significa que quiséssemos reembolsar logo os 25 mil milhões, poderíamos começar pelas primeiras tranches que eram mais caras em função do nosso acesso ao mercado. É uma opção que tem valor e estaremos claramente do lado dos irlandeses a apoiar essa iniciativa na Europa”, terá referido Maria Luís Albuquerque.

Antecipação do Empréstimo do FMI – uma possibilidade que a Europa tem mesmo de autorizar

Conforme o constante nos contratos dos resgates, a antecipação do pagamento do empréstimo do FMI necessita da autorização da Europa, ou seja, se os empréstimos do FMI forem reembolsados antes do prazo os credores europeus têm o direito de fazer a mesma exigência.

Neste caso da Irlanda, reunião do Eurogrupo servirá para discutir se os parceiros europeus poderão vir a abdicar desse direito e aceitar que o FMI seja reembolsado primeiro.

Em discussão estará igualmente a aplicação das regras de Bruxelas em termos de finanças pública e a sua flexibilização face à possibilidade de alguns países não conseguirem cumprir. Cabe aos Governos de cada país enviar à Comissão Europeia uma primeira versão dos Orçamentos do Estado para 2015 até meados de Outubro, aguardando que esta última se pronuncie até meados de Novembro.

Na reunião do Eurogrupo em Milão estará também o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi que reduziu a taxa de juro directora para 0,05%, o que significa um novo mínimo histórico, novidade em conjunto com o lançamento de um programa de compra de activos para apoiar o mercado de crédito e dinamizar a economia da zona euro.

Façam o favor de procederem a reformas estruturais, diz – ou manda? – Draghi.

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Divórcio no Banco Espírito Santo: Quem fica com o Quê?

19 de Dezembro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

O Banco Espírito Santo vai dizer ámen com o banco de Portugal, ou seja, este último vai revogar a autorização de actividade do Banco Espírito Santo (BES) – uma decisão que terá como consequências uma declaração de insolvência e, à posteriori, um processo de liquidação do que não foi transferido para o Novo Banco. Pelo menos é o que refere o site Visão.

Licença para liquidar: Banco de Portugal vai revogar a autorização para exercício da actividade do banco Espírito Santo

Banco Espírito SantoDiz o regulador e supervisor bancário que o Banco de Portugal vai “revogar a respectiva autorização para o exercício da actividade” – já que o Banco Espírito Santo já não estará a exercer qualquer actividade. Esta será uma decisão que vai produzir os efeitos da declaração de insolvência. Por sua vez, irá originar um processo de liquidação judicial do Banco Espírito Santo.

Refira-se que este processo de liquidação incidirá, de acordo com o banco central, apenas sobre os passivos e os activos que não foram transferidos para o Novo Banco. No que aos custos associados a este processo diz respeito, serão suportados pela massa insolvente – desconhecendo-se ainda quando é que arranca o processo de insolvência do Banco Espírito Santo.

O banco da família Espírito Santo chegou ao fim – o bom e o mau em perspectiva

Tal e qual como era conhecido, aquele Banco que conhecemos desde sempre, o Banco Espírito Santo acabou mesmo agora de acabar. O Banco de Portugal agarrou na instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação.

Como ficou separado? No banco bom, que é o Novo banco, ficaram os activos e os passivos; No banco mau restaram os passivos e os activos tóxicos. Neste último banco mau, o banco Espírito Santo continuará a sê-lo sem, no entanto, possuir licença bancária para poder receber depósitos ou dar crédito. Nesta carruagem tóxica ficam a participação maioritária no Banco Espírito Santo Angola, o banco norte-americano Espírito Santo Bank e o líbio Aman Bank – tal como a exposição do Banco Espírito Santo ao Grupo Espírito Santo, o caso da Espírito Santo International.

Não esquecer que as possíveis indemnizações para combater as irregularidades financeiras no Banco Espírito Santo e as responsabilidades sobre a venda de dívida do Grupo serão também assumidas pelo tóxico da separação.

Por outro lado, o Novo Banco é lavadinho e também capitalizado pelo povo. Quer dizer, dizem que é capitalizado com 4 900 milhões de euros através do Fundo de Resolução bancário, que fica seu dono. Desse valor, 4 400 milhões de euros vêm do dinheiro da troika destinado ao sector financeiro; os restantes 500 milhões são supostamente assegurados pelas contribuições dos outros bancos que operam em Portugal.

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Casas de Férias Ilegais, Dinheiro Extra e Coimas

14 de Dezembro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

As casas de férias ilegais andam debaixo do olho do fisco – essas e outros serviços de alojamento não declarados, segundo o site Dinheiro Vivo.

Começam a chegar as notificações aos proprietários que não declararam rendas entre 2012 e 2014: calha a todos, pois, e mais aos que alugam casas e quartos durante o verão.

Este ano, as placas de casas de férias ilegais fazem furor: aluga-se e arrenda-se ao fim-de-semana aumentam exponencialmente

Quando as férias estão quase a chegar é altura de andar à procura de casa. Este ano nota-se que as placas do aluga-se ou arrenda-se escasseiam durante a semana para aumentarem exponencialmente ao fim-de-semana.

casas de férias ilegaisO objectivo será mesmo diminuir a atenção do Fisco que anda no terreno a inspeccionar as casas de férias ilegais e outros serviços de alojamento não declarados. E, pois claro, ao fim de semana fazem uma folga. Sabe-se que até, por conta da actividade de inspecção, foram já detectados cerca de cem proprietários que omitiram rendimentos desta actividade de arrendamento de casas de férias ilegais.

Valerá mesmo a pena esconder a placa? pensam mesmo conseguir, desta forma, evitar as multas e as correcções aos impostos?

Recolher provas e detectar eventuais tentativas de evasão fiscal no mercado de camas paralelas é a estratégia da Autoridade Tributária em uma operação designada Best Holidays. Sabe-se que em apenas um dia foram analisadas cerca de duas centenas de reservas de 80 estabelecimentos de alojamento turístico.

Os funcionários do Fisco centraram, desta feita, as atenções nos contribuintes que colocam as suas casas no circuito do arrendamento para férias e dos cem que já foram detectados com indícios de subdeclaração de rendimentos, vinte deles receberam a notificação.

Mais de dois milhões de euros de rendimentos omitidos: apanhados os proprietários manhosos

Ascendem a dois milhões de euros de rendimentos omitidos por proprietários que têm mesmo agora de enfrentar os custos associados às coimas e aos impostos referentes àquele rendimento. As pessoas optam por tentar arranjar casas de férias mais baratas – a dinheiro e sem factura. Por seu lado, os proprietários não declaram o valor ao Fisco.

O preço é mesmo um dos motivos que, na opinião do presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, faz com que a procura por estas casas de férias ilegais, não declaradas, tenha vindo a aumentar. “Com a crise e a perda de rendimentos, as pessoas procuram soluções mais baratas”, refere Menezes Leitão.

Por parte dos proprietários que integram as suas casas nestes circuitos dos alugueres para férias a motivação será, igualmente, a mesma já que muitos proprietários deixaram de ter condições para sustentar uma casa de férias. O que acontece é que as casas ficam fechadas durante quase todo o ano e pagar o IMI é um esforço. Conseguem, desta forma, obter algum rendimento extra.

Mas extra mesmo são as coimas…

 

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Porque não instituir na Banca um inédito Banco Social?

30 de Outubro de 2019 by Pedro Silva Leave a Comment



É fundamental não esquecer as lições da Banca nos casos BPN, BPP e Banif

Justificação ética para uma nova abordagem ao sector financeiro

A ética desempenha um papel crucial na reavaliação do sector financeiro. Os casos de BPN, BPP e Banif evidenciam a necessidade de uma nova abordagem. Estes episódios demonstram como a má gestão e a falta de transparência podem levar a crises financeiras que afetam toda a sociedade. A ética exige que se protejam os interesses dos contribuintes e se evitem práticas que possam levar a novos colapsos financeiros. Para mais informações sobre a importância de uma abordagem ética, veja Porque não instituir na Banca um inédito Banco Social?.

Impacto dos resgates bancários no dinheiro dos contribuintes

Os resgates bancários têm um impacto significativo no dinheiro dos contribuintes. Quando bancos falham devido a má gestão, os governos frequentemente intervêm para evitar um colapso económico maior. No entanto, esta intervenção tem um custo elevado:

  1. Aumento da dívida pública: Os fundos utilizados para resgatar bancos aumentam a dívida pública, que eventualmente recai sobre os contribuintes.
  2. Redução de serviços públicos: O dinheiro gasto em resgates poderia ser utilizado em serviços públicos essenciais como saúde e educação.
  3. Desigualdade económica: Os resgates beneficiam principalmente os grandes investidores e gestores bancários, enquanto os cidadãos comuns arcam com os custos.

Consequências para os cidadãos em incumprimento

Os cidadãos que enfrentam dificuldades financeiras e não conseguem cumprir com os seus compromissos de crédito são frequentemente os mais prejudicados. As consequências incluem:

  • Perda de bens: Muitos perdem as suas casas e outros bens devido à incapacidade de pagar os empréstimos.
  • Dificuldades de acesso a crédito futuro: O incumprimento pode levar a uma má classificação de crédito, dificultando o acesso a futuros empréstimos.
  • Impacto psicológico: A pressão financeira e a perda de bens podem causar stress e problemas de saúde mental.

Conclusão: Resumo e Reflexões Finais

Os casos de BPN, BPP e Banif sublinham a necessidade de uma abordagem ética e responsável no sector financeiro. Proteger os contribuintes e garantir que os cidadãos em incumprimento não sejam penalizados de forma desproporcional são passos essenciais para um sistema financeiro mais justo e sustentável. É crucial aprender com estas lições para evitar futuros colapsos e promover uma economia mais equilibrada e equitativa.

Imagem sugerida: Uma ilustração de um banco com uma balança de justiça, simbolizando a ética no setor financeiro.

Porque não optar pela criação de um Banco Social em Portugal?

Objectivos de um Banco Social

A criação de um Banco Social em Portugal poderia transformar o sector financeiro, oferecendo soluções mais justas e acessíveis para a população. Os principais objetivos de um Banco Social seriam:

  • Atribuir crédito a taxas acessíveis e justas: Facilitar o acesso ao crédito para cidadãos nacionais, especialmente para a aquisição de habitação permanente.
  • Apoiar micro e pequenas empresas: Oferecer crédito a pequenas empresas, promovendo o desenvolvimento económico local.
  • Promover a inclusão financeira: Garantir que todos os cidadãos tenham acesso a serviços financeiros básicos.

Necessidade de vontade política e coragem

Para implementar um Banco Social, seria necessária uma forte vontade política e coragem para enfrentar os poderes estabelecidos no sector financeiro. Este tipo de iniciativa exigiria:

  1. Compromisso governamental: O apoio do governo seria crucial para a criação e manutenção do Banco Social.
  2. Legislação adequada: Seria necessário criar um quadro legal que permita o funcionamento deste tipo de instituição.
  3. Transparência e responsabilidade: A gestão do Banco Social deveria ser transparente e responsável, para garantir a confiança dos cidadãos.

Crédito acessível para habitação permanente

Um dos principais focos do Banco Social seria a concessão de crédito acessível para a aquisição de habitação permanente. Este crédito seria destinado a cidadãos empregados e com rendimentos estáveis, garantindo que mais pessoas possam ter acesso à casa própria. As condições de crédito seriam:

  • Taxas de juro justas: Taxas de juro mais baixas e justas em comparação com os bancos tradicionais.
  • Prazos de pagamento flexíveis: Prazos de pagamento adaptados às necessidades dos cidadãos.

Crédito para micro e pequenas empresas

O Banco Social também teria um papel importante no apoio a micro e pequenas empresas. Estas empresas são fundamentais para a economia local e muitas vezes enfrentam dificuldades em obter financiamento. O Banco Social ofereceria:

  • Limites de crédito razoáveis: Créditos com limites relativamente baixos, mas suficientes para apoiar o crescimento das empresas.
  • Condições favoráveis: Condições de crédito mais favoráveis do que as oferecidas pelos bancos tradicionais.

Proibição de lucro para o Banco Social

Uma característica distintiva do Banco Social seria a proibição de lucro. Ao contrário dos bancos tradicionais, o Banco Social não teria como objetivo gerar lucro, mas sim promover o bem-estar social. Os resultados obtidos seriam reinvestidos na própria instituição ou utilizados para:

  • Fundo de compensação: Criar um fundo de compensação para cobrir eventuais perdas por incumprimento, desde que não fraudulentas.
  • Melhoria dos serviços: Investir na melhoria contínua dos serviços oferecidos aos cidadãos.

A criação de um Banco Social em Portugal poderia ser uma solução inovadora para enfrentar os desafios do sector financeiro e promover uma maior justiça social.

Falta alguém com coragem para impor moralidade e limites ao sector da Banca

Utilização dos juros para um fundo de compensação

A criação de um fundo de compensação, alimentado pelos juros cobrados aos clientes, pode ser uma solução eficaz para garantir a sustentabilidade de um Banco Social. Este fundo serviria para cobrir eventuais perdas por incumprimento, desde que estas não sejam fraudulentas. A implementação de tal fundo traria várias vantagens:

  • Segurança financeira: Proporciona uma rede de segurança para o banco e para os clientes.
  • Transparência: A gestão clara e aberta do fundo aumenta a confiança dos cidadãos.
  • Responsabilidade: Incentiva uma gestão mais prudente e responsável dos recursos financeiros.

Minimização do crédito malparado

A minimização do crédito malparado é crucial para a estabilidade de qualquer instituição financeira. Um Banco Social, ao focar-se em práticas de crédito responsáveis, pode reduzir significativamente o risco de incumprimento. Algumas estratégias incluem:

  1. Avaliação rigorosa: Implementar critérios de avaliação de crédito mais rigorosos.
  2. Apoio contínuo: Oferecer suporte financeiro e aconselhamento aos clientes.
  3. Monitorização constante: Acompanhar de perto a situação financeira dos mutuários.

Proibição de taxas de manutenção e cartões de crédito

Para garantir que o crédito seja acessível e justo, um Banco Social deve abolir a cobrança de taxas de manutenção de contas à ordem e a concessão de cartões de crédito. Esta abordagem tem vários benefícios:

  • Redução de custos: Alivia a carga financeira sobre os clientes.
  • Simplicidade: Facilita a gestão financeira dos cidadãos.
  • Foco no essencial: Permite que o banco se concentre na sua missão principal de fornecer crédito acessível.

Reação esperada do sector financeiro

A introdução de um Banco Social certamente provocaria reações intensas do sector financeiro tradicional. É provável que as instituições financeiras estabelecidas critiquem a iniciativa, rotulando-a de “comunista” ou “irresponsável”. No entanto, a resistência inicial pode ser superada com uma comunicação clara dos benefícios e objetivos do Banco Social. A longo prazo, a moralização do sector financeiro pode levar a um ambiente mais justo e equilibrado, beneficiando toda a sociedade.

Em suma, a coragem para impor moralidade e limites ao sector da banca é essencial para criar um sistema financeiro mais justo e sustentável. A implementação de um Banco Social, com práticas responsáveis e transparentes, pode ser o primeiro passo para alcançar este objetivo.

Por vezes, basta um pequeno exemplo para se alterar todo um sector

Moralização do sector financeiro

A moralização do sector financeiro é uma necessidade premente. A história recente tem mostrado que a falta de ética e transparência pode levar a crises financeiras devastadoras. A criação de um Banco Social, por exemplo, poderia servir como um modelo de moralidade e responsabilidade. Este banco, ao não visar o lucro, mas sim o bem-estar dos cidadãos, poderia redefinir os padrões de operação no sector financeiro. Para mais detalhes sobre a importância da moralização, veja Uma renovação para o sistema de Segurança Social.

  • Transparência: Operações claras e acessíveis a todos.
  • Responsabilidade: Foco no bem-estar dos clientes, não no lucro.
  • Ética: Práticas justas e equitativas.

Impacto de um exemplo positivo

Um exemplo positivo pode ter um impacto profundo e duradouro. Quando uma instituição financeira adota práticas éticas e responsáveis, outras tendem a seguir o exemplo. Este efeito dominó pode levar a uma transformação significativa no sector. Para mais informações sobre como um exemplo positivo pode impactar o sector financeiro, veja Serviços Financeiros: Tendências e Oportunidades no Mercado Atual.

  1. Confiança do público: Aumenta a confiança dos cidadãos no sistema financeiro.
  2. Estabilidade económica: Reduz a probabilidade de crises financeiras.
  3. Inclusão financeira: Facilita o acesso ao crédito para todos, especialmente para os mais vulneráveis.

Potencial para mudanças significativas

O potencial para mudanças significativas é enorme. Um pequeno exemplo pode desencadear uma série de reformas que beneficiam toda a sociedade. A implementação de um Banco Social poderia ser o catalisador para estas mudanças.

  • Reformas regulatórias: Novas leis e regulamentos que promovem a ética e a transparência.
  • Inovação financeira: Desenvolvimento de produtos financeiros mais justos e acessíveis.
  • Responsabilidade social: Maior foco nas necessidades dos cidadãos e das pequenas empresas.

Imagem sugerida: Uma imagem de um grupo de pessoas de diferentes origens sociais, simbolizando a inclusão financeira.

Em resumo, a moralização do sector financeiro, impulsionada por exemplos positivos, tem o potencial de transformar profundamente o sistema. A criação de um Banco Social pode ser o primeiro passo para um sector financeiro mais justo, transparente e responsável. Este pequeno exemplo pode, de facto, alterar todo um sector, promovendo mudanças significativas e duradouras.

Conclusão: Resumo e Reflexões Finais

Resumo das principais ideias

Ao longo deste artigo, explorámos a necessidade de repensar o papel do Estado no sector financeiro, especialmente à luz das lições aprendidas com os casos BPN, BPP e Banif. A criação de um Banco Social foi proposta como uma solução viável para oferecer crédito acessível e justo aos cidadãos e pequenas empresas. Este banco, tutelado pelo Estado, teria como missão principal a atribuição de crédito sem fins lucrativos, minimizando o crédito malparado e promovendo a moralidade no sector financeiro.

Tabela de prós e contras de um Banco Social

Para melhor compreender os benefícios e desafios de um Banco Social, apresentamos uma tabela de prós e contras:

Prós:

  • Crédito acessível: Taxas de juro justas para cidadãos e pequenas empresas.
  • Sem fins lucrativos: Foco na sustentabilidade e não no lucro.
  • Fundo de compensação: Minimização do crédito malparado através de um fundo específico.
  • Inclusão financeira: Acesso ao crédito para segmentos da população tradicionalmente excluídos.

Contras:

  • Resistência do sector financeiro: Oposição de bancos tradicionais que podem ver o Banco Social como uma ameaça.
  • Necessidade de vontade política: Implementação depende de coragem e determinação política.
  • Sustentabilidade financeira: Garantir que o banco se mantenha sustentável sem fins lucrativos pode ser um desafio.

Reflexão sobre a necessidade de coragem e moralidade no sector financeiro

A criação de um Banco Social exige uma abordagem corajosa e moralmente orientada. A história recente demonstrou que a falta de regulação e a ganância podem levar a crises financeiras devastadoras. Um Banco Social poderia servir como um exemplo positivo, mostrando que é possível oferecer serviços financeiros de forma ética e responsável.

Para que esta iniciativa tenha sucesso, é crucial que haja uma vontade política firme e uma visão clara dos benefícios a longo prazo. A moralização do sector financeiro não só ajudaria a prevenir futuras crises, mas também promoveria uma sociedade mais justa e equitativa.

Em suma, a implementação de um Banco Social pode ser um passo significativo para transformar o sector financeiro, tornando-o mais inclusivo e responsável. A coragem para enfrentar os desafios e a determinação para promover a moralidade são essenciais para alcançar este objetivo.

Perguntas Frequentes

O que é um Banco Social?

Um Banco Social é uma instituição financeira que visa oferecer crédito acessível e justo, sem fins lucrativos, focando-se no bem-estar social e na inclusão financeira.

Quais são os principais objetivos de um Banco Social?

Os principais objetivos incluem atribuir crédito a taxas acessíveis, apoiar micro e pequenas empresas, e promover a inclusão financeira para todos os cidadãos.

Como um Banco Social pode beneficiar os cidadãos?

Um Banco Social pode beneficiar os cidadãos oferecendo crédito a taxas de juro justas, prazos de pagamento flexíveis, e eliminando taxas de manutenção e cartões de crédito.

Qual é o impacto dos resgates bancários no dinheiro dos contribuintes?

Os resgates bancários aumentam a dívida pública, reduzem os serviços públicos disponíveis e beneficiam principalmente os grandes investidores, enquanto os cidadãos comuns arcam com os custos.

Como um Banco Social pode ajudar micro e pequenas empresas?

Um Banco Social pode oferecer crédito com limites razoáveis e condições favoráveis, facilitando o crescimento e desenvolvimento económico das micro e pequenas empresas.

Por que é importante a moralização do sector financeiro?

A moralização do sector financeiro é crucial para evitar crises financeiras, aumentar a confiança do público e promover um sistema financeiro mais justo e equitativo.

Quais são as vantagens de um fundo de compensação num Banco Social?

Um fundo de compensação proporciona segurança financeira, aumenta a transparência e incentiva uma gestão mais prudente e responsável dos recursos financeiros.

Como um Banco Social pode minimizar o crédito malparado?

Um Banco Social pode minimizar o crédito malparado através de uma avaliação rigorosa, apoio contínuo aos clientes e monitorização constante da situação financeira dos mutuários.

Qual seria a reação esperada do sector financeiro à criação de um Banco Social?

O sector financeiro tradicional provavelmente criticaria a iniciativa, mas a resistência inicial pode ser superada com uma comunicação clara dos benefícios e objetivos do Banco Social.

Como um exemplo positivo pode impactar o sector financeiro?

Um exemplo positivo pode desencadear uma série de reformas, aumentar a confiança do público, reduzir a probabilidade de crises financeiras e facilitar o acesso ao crédito para todos.


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Saiba como fazer a Entrega do IRS em 2014

20 de Outubro de 2019 by Ana Cristina Leitão Leave a Comment

Como fazer a Entrega do IRS em 2014?

Imposto de Resistência ao Sofrimento – Assim se deveria chamar o IRS! E sim.. está a chegar a hora de testarmos as nossas resistências este ano – vem aí a Entrega do IRS 2014!

No que diz respeito ao IRS, a principal questão para mim, mais do que penar a organizar a papelada para o IRS, é penar para perceber os trâmites da coisa. O plano, digo eu, é simplificar.. certo? Então porque parece ainda tão complicado? Nunca sabemos bem o que pode, ou deve, ser declarado, como e onde, por isso passo a desmistificar e retirar o efeito «complicómetro» que parece sempre aparecer como confetes agarrados à Declaração de IRS.

 1.º – Saber se vai realmente declarar apenas o IRS (Imposto sobre rendimento de pessoas singulares) ou o IRC (Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas).

Trocando em miúdos, saber se vai declarar o seu rendimento individual e do seu agregado, caso exista, ou do rendimento de uma empresa, ou de outro tipo de actividade colectiva. Consoante seja um ou outro, as regras mudam, como vai verificar no ponto seguinte.

2.º – Simular, Saber Prazos, Reembolsos, Datas de Entrega e Tabelas de Retenção na fonte:

Começamos pelo fim, tabelas de retenção, e aqui há que ter em atenção que as Tabelas de IRS Açores 2014 e IRS Madeira 2014 são diferentes das de Portugal Continental. Pode encontrar as diversas tabelas de retenção do IRS, para verificar a que categoria pertence: Quanto aos Prazos de Entrega e de Reembolso, este diferem consoante 2 factores:

  • Vai declarar o IRS ou IRC?
  • Se vai fazer o IRS Online ou deslocar-se às finanças?

Desde já no que toca o segundo ponto, por experiência própria, e se achar que não pertence ao grupo dos que quer deixar a sua declaração do IRS nas mãos de outros, se tiver alguma maturidade online e sentir que consegue desbravar o Portal das Finanças em  aconselho bem mais esta aventura do que ficar nas Finanças todo o dia.. No que toca os prazos, consoante o acima referido, estes são os seguintes:

PRAZOS DE ENTREGA DO IRS 2014

Trabalhadores por conta de outrem e pensionistas (categorias A e H) 1 a 31 de Março de 2014 – para quem quer fazer a entrega em papel 1 a 30 de Abril de 2014 – para quem entrega online Restantes rendimentos (trabalhadores independentes e restantes) 1 a 30 de Abril de 2014 – para quem quer fazer a entrega em papel 1 a 31 de Maio de 2014 – para quem quer fazer a entrega online Experimente aqui o Simulador de IRS PwC para 2014:

Prazo de Reembolso do IRS

Até 31 de Julho de 2014, por transferência bancária para todos os contribuintes.

ENTREGA DO IRC 2014

Entidades empresariais e profissionais, ou capitais ou prediais (categorias B, E e F) Efectuar via Internet até 31 de Maio (período normal de tributação) ou até ao último dia útil do quinto mês seguinte ao termo do período de tributação (período especial de tributação).

3.º – Ter a humildade de admitir que não conseguimos tratar do IRS sozinhos e pedir ajuda às entidades competentes se este for o caso.

Isso e ter uns trocos no bolso que possa desembolsar para o sacrifício! Mas não se preocupe, tem várias alternativas, e pode sempre estudar a mais económica e menos trabalhosa para si. Vá a um dos vários escritórios de contabilidade espalhados pelas diversas freguesias do país – existem vários pequenos escritórios que lutam para sobreviver e que cobram pouco – assim o benefício é para si e e para o crescimento das PME”s do país nesta área de actividade. Nestes escritórios encontra os TOC”s (Técnicos Oficiais de Contas) que o podem ajudar a fazer o IRS. Se tiver dúvidas sobre a legitimidade da entidade ou dos colaboradores pode sempre confirmar se os alegados Técnicos Oficiais de Contas são fidedignos no site da Ordem dos TOC”s. Pode também procurar online o escritório mais perto de si, por exemplo, no Google, ou no directório de pesquisa das Páginas Amarelas em Paginasamarelas.pt.

Então, já se sente mais resistente ao sofrimento anual de declarar o IRS? Espero que sim, porque para o ano.. há mais.

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