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Poupar em férias, é possível!

15 de Outubro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

Vai ter de poupar em férias e não sabe como, obviamente, as férias são aquele tempo parado durante o ano em que supostamente não temos de nos preocupar com contas. Se é possível poupar em férias? Sim, é, veja como.

Onde ficar? – Poupar no alojamento

Comprar pacotes que incluam voo e hotel poderá ajudar a poupar em férias. Todos os motores de busca abaixo referidos oferecem a possibilidade de pesquisar alojamento a bons preços. O Airbnb é uma solução fácil e segura que permite, inclusive, arrendar alternativas menos frequentes, mas igualmente divertidas, como águas furtadas, barcos, ou mesmo casas em árvores (alie a natureza à poupança e tenha umas férias verdes – faça de conta que o dinheiro não está maduro, sem sentido de humor nem sequer lhe adianta ter muito dinheiro. Não concorda?).

Procure opções bastante interessantes e acessíveis nestes sites:

http://www.edreams.pt/

http://www.cheapflights.com/

http://www.rumbo.pt/

http://www.kayak.pt/

http://www.momondo.pt/

Onde comer? – Poupar na alimentação

poupar em fériasAcesso fácil a um supermercado é o ideal quando andar à procura de alojamento para decidir para onde ir: vai poupar em cafetaria e nas refeições se puder adquirir alguns produtos alimentares para levar para casa e lá, no conforto da despreocupação, confeccioná-los.

Além de não ter de se deslocar para restaurantes pode comer no sofá e sem barulho – poupar em férias poderá ser uma vantagem.

Abasteça-se com água em casa. Uma garrafa de água adquirida junto à praia, por mais pequena que seja, custará sempre muito mais do que se apetrechar a mochila com garrafas que encheu do garrafão de cinco litros. Dá trabalho? Dá – mas também dá para poupar em férias.

Está com crianças? Nesse caso é fundamental planear as refeições que quer fazer em casa e arranjar o saco com a merenda para evitar gastos consideráveis nos snacks habituais fora de casa.

família que quer poupar em férias

  • defina o orçamento para cada um dos assuntos acima mencionados por forma a garantir a estabilidade financeira do agregado. e inclua as despesas com a viagem (avião ou transporte próprio) e alojamento;
  • defina também um tecto máximo para as compras e lembranças habituais, atribua um valor máximo de gastos diários a cada elemento da família e contabilize todas as despesas que poderão estar associadas com as suas férias, tais como a aquisição de vestuário e equipamento necessário, seguros, vacinas e documentos;
  • Contemple a possibilidade de imprevistos (perder um voo, extravio da bagagem ou até mesmo roubo) e garanta a existência de um fundo de maneio para esta situação;
  • Utilize o cartão de crédito com moderação. O planeamento antecipado das suas férias pode ser determinante para usufruir de um descanso de qualidade.

Não serão as férias ideais, tampouco as justas, eu sei: trabalha um ano inteiro para poder fruir de uns dias de descanso e sem limitações (ainda que sem luxos) e agora não pode. Pois siga estas dicas e verá que não se arrepende de poupar em férias: pode divertir-se e descansar com pouco dinheiro.

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Saiba como gerir os subsídios repartidos

10 de Outubro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

Subsídios repartidos: se passou a receber metade do 13º e 14º mês em duodécimos, recebendo a restante metade na altura respectiva (férias e Natal), este texto é mesmo para si.

Qual a melhor forma de gerir o dinheiro dos subsídios pago em duodécimos?

  • subsídiosComece por fazer uma reflexão sobre de que forma usava anteriormente os seus subsídios;
  • Se recorria, inevitavelmente, aos seus subsídios para cobrir despesas fixas anuais – como o seguro automóvel, pagamento de IMI ou material escolar – todos os meses deverá colocar de lado o valor dos duodécimos, retirando-o da sua conta corrente. Caso contrário, poderá não ter liquidez suficiente para cobrir estas despesas quando surgirem;
  • Tenha em conta a redução do seu rendimento mensal; em virtude do aumento do custo de vida e da redução do salário líquido, devido à subida da carga fiscal, é preciso analisar se o seu rendimento mensal é suficiente para cobrir o seu orçamento familiar. Se for insuficiente, e não lhe for possível reduzir, então não terá alternativa senão recorrer ao valor dos duodécimos para cobrir as despesas mensais;
  • Se consegue cobrir o seu orçamento mensal e precaver-se para as despesas fixas anuais, sobrando algum rendimento, então deverá optar por uma estratégia de poupança. Uma possível estratégia consiste em:
    • Constituir um fundo de emergência;
    • Amortizar créditos com taxas altas;
    • Investir;
    • Constituir um fundo de emergência;

É preciso delinear uma estratégia, claro

  1. Comece por aplicar mensalmente o valor dos duodécimos decorrentes dos subsídios num fundo de emergência até este totalizar, pelo menos, o suficiente para cobrir seis vezes o seu orçamento mensal. Escolha preferencialmente um depósito a prazo, para onde deve transferir o valor que consegue poupar mensalmente, que possa ser liquidado a qualquer momento e que aceite reforços;
  2. Se for o caso, amortize créditos com taxas altas; sempre que amortiza, o capital em dívida diminuirá e sto significa que no mês seguinte a sua prestação vai diminuir – aumentando consequentemente o valor que consegue poupar todos os meses. Se aplicar esta estratégia todos os meses, ao fim de algum tempo os encargos com créditos diminuirão drasticamente;
  3. Embora seja pouco provável, pode encontrar aplicações de baixo risco com rentabilidade superior à TAEG do seu crédito. Neste caso, em vez de amortizar o seu crédito, pode ser que compense investir os duodécimos neste tipo de aplicações. É, no entanto, uma situação rara com a qual não deverá contar.

Já pensou em investir?

Se não tiver créditos para amortizar, deve procurar aplicar os seus duodécimos em produtos financeiros adequados ao seu perfil de risco. Poderá, por exemplo, escolha conservadora, aplicar os seus duodécimos em depósitos a prazo. Pode consultar uma lista regularmente actualizada dos melhores depósitos a prazo em Portugal.

Já viu como pode fazer dos subsídios repartidos um motivo de investigação para tornar a sua vida, que está em crise, um pouco melhor?

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Afinal, é possível poupar enquanto compra

5 de Outubro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

Poupar também significa fazer uma boa planificação das compras e alterar pequenos hábitos.

Onde poupar?

pouparOs principais hipermercados e supermercados portugueses lançam novos folhetos todas as semanas: aqui há destaque aos preços e campanhas mais competitivos onde pode poupar.

O Pingo Doce e o Continente, por exemplo, alteram os preços de terça a terça e todas as semanas, quase sem excepção, oferecem uma lista de produtos com 50% de desconto directo ou em cartão.

Não sabia?Além dos folhetos, os cartões de cliente costumam dar-lhe direito a cupões adicionais de desconto que lhe são enviados periodicamente.

Como fazer exactamente

Fazer um planeamento das compras em função das campanhas permite poupar imenso. Regra geral, a tendência da maioria das pessoas é tentar aproveitar os descontos, no entanto, sem delinear uma estratégia. 

A estratégia para poupar começa por planearmos as compras semanalmente tendo em vista uma poupança anual, sim, planear a longo prazo permite também uma poupança que não é imediata.

Anote todos os passos

  • Antes de ir às compras, tenha consigo todos os descontos: faça as compras semanalmente, sempre após a ter acesso aos folhetos dos hipermercados perto de si. Utilize a internet para ver os folhetos de todos os hipermercados antes de sair de casa;
  • Com os folhetos na frente, utilize uma folha de Excel para anotar os produtos em desconto em cada um dos hipermercados. Foque-se em todos os produtos que costuma precisar, mesmo que não precise deles no momento;
  • Não acrescente à lista de compras produtos que não usa só por estarem em desconto – isso nunca! O impulso de querermos aproveitar supostas boas oportunidades motiva-nos a gastar mais;
  • Não se esqueça de verificar também os seus cupões de desconto e acrescentá-los à tal folha de Excel. O Continente, por exemplo, permite-lhe consultar os seus cupões. Em alguns casos, os cupões são acumuláveis com descontos em vigor e criam oportunidades únicas!
  • Tem de fazer, agora, a lista de compras. Depois de levantados os produtos em desconto, acrescente-lhe os restantes produtos que lhe fazem falta no dia a dia;
  • Assegure-se de que a lista contém os produtos em desconto que não precisa hoje mas que costuma usar habitualmente. Ou seja, o seu objectivo semanal consiste em aproveitar as oportunidades de produtos que sabe que lhe farão falta nos próximos meses – e assim poupar. Evite acrescentar à lista produtos de higiene e limpeza (pastas de dentes, detergentes, etc) se não estiverem em desconto – só mesmo se não o puder evitar. É que os produtos de higiene e limpeza estão em desconto com muita frequência. Sabendo isto, terá uma boa probabilidade de conseguir comprar um produto a metade do preço se aguardar pela semana seguinte;
  • Reorganize as compras por hipermercado; 
  • Faça as compras sem recear a quantidade: lembre-se de que as poupanças são também conseguidas através da quantidade e do adiamento da compra de produtos caros até ao aparecimento de um desconto atraente.

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Do lado de lá da moeda – Imprensa Nacional Casa da Moeda

20 de Setembro de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

O que é o pantógrafo?

moeda - euroÉ o “fazedor” da moeda: máquina imensamente fiável que lê o modelo em resina das moedas, faz a sua redução e grava uma peça em aço que é, depois, retocada manualmente e tratada. (Seguidamente o destino é o balancé, aparelho manual que actua por percussão e grava uma nova peça de aço – o punção que estampa os cunhos, que são introduzidos nas máquinas de produção dos euros.)

Onde está?

Esta maquineta encontra-se na Imprensa Nacional Casa da Moeda, local onde se transformam discos metálicos em moedas de euros com a face das quinas e, igualmente, moedas de colecção, medalhas, fichas monetárias, selos brancos e ainda objectos de arte. 

Como se produz exactamente a moeda

As moedas que todos os dias entram, antes entrassem, e saem (oh se saem!) dos nossos bolsos possuem um fluxograma produtivo interessante. É no departamento de gravura numismática que tudo começa – aqui são feitos os moldes da moeda e as peças em aço que são, depois, introduzidas nas máquinas de produção de moeda.

Segue-se o controlo de qualidade onde é realizada a análise das peças e da matéria-prima para a produção dos euros: discos metálicos chegados de fornecedores de todo o mundo. Na fase seguinte, os discos metálicos entram no armazém divididos por lotes com um impresso de rastreabilidade e seguem para as máquinas de produção. Daqui saem moedas que, depois de aprovadas, são embaladas e enviadas em direcção ao Banco de Portugal para serem, depois, distribuídas por todo o país.

Curiosidades

  • O departamento de produção de moeda está certificado pela ISO 9001 desde 2000 e são realizadas auditorias anuais pelo Banco Central Europeu – esta é uma condição obrigatória para a produção de euros;
  • O controlo de qualidade – no que concerne à análise das ferramentas, das matérias-primas (discos metálicos) e das moedas já produzidas – é constante;
  • Nas linhas de embalagem o processo é bastante automatizado: a máquina conta e embala em saquetas um número já estabelecido de moedas que seguem para um tapete rolante onde, a caminho de outra máquina, são agrupadas em sacos. O peso dos sacos são controlados pelos trabalhadores para ficar garantido que seguirão com a quantidade certa de moedas para daqui serem colocados, os sacos, em caixas;
  • Existem máquinas de produção de moeda que cunham, por minuto, até 850 moedas – por dia, 15h, são cunhadas 765 mil moedas;
  • Cada disco metálico passa entre dois cunhos (que são as faces da moeda) e é gravado a uma força equivalente a 40 toneladas;
  • Para as moedas bimetálicas, de um e dois euros, a força usada equivale a 60 toneladas;
  • A velocidade máxima é de 700 moedas por minuto;
  • Existem oito máquinas de cunhagem de moeda corrente, no departamento de produção de moeda, que produziram, para o lançamento do euro, entre 1999 e 2002, cerca de 1,59 mil milhões de moedas.

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Serviço e-balcão: Rápido e Barato – Só Não Dá Milhões!

3 de Julho de 2019 by olinda de freitas 2 Comments

 

O Serviço e-balcão é um balcão electrónico de atendimento aberto pela Autoridade Tributária e Aduaneira, que está à disposição dos contribuintes no Portal das Finanças. Através dele é possível colocarmos todas as questões a qualquer Serviço da AT, incluindo aquelas que, até agora, exigiam a nossa deslocação ao Serviço de Finanças. Esta é uma notícia avançada pelo site Dinheiro Vivo.

Sem deslocação física, o serviço e-balção exige apenas autenticação no Portal das Finanças

serviço e-balcãoEste serviço garante segurança e confidencialidade em todas as questões e respostas da Autoridade Tributária e Aduaneira, uma vez que o acesso é efectuado através de autenticação no Portal das Finanças com a senha de acesso de cada contribuinte. Funciona todos os dias, 24 horas por dia, e reveste-se de uma lógica de balcão único electrónico de âmbito nacional – dispensando-nos de termos de nos deslocar aos Serviços de Finanças.

Até agora o Portal das Finanças era utilizado apenas para resolver as questões fiscais. No entanto, no sentido de reduzir o número de deslocações perante assuntos que apenas poderiam ser tratados aos balcões das repartições de finanças, a Autoridade Tributária criou um e-balcão que, depois de passar uma fase de testes, ficou finalmente operacional.

Um canal rápido que responde a todas as necessidades e dúvidas fiscais: um balcão único

Trata-se de um canal que promete responder de forma rápida a todas as necessidades e dúvidas fiscais, já que funciona na lógica de balcão único de âmbito nacional. Já utilizou? Eu já – e até agora não obtive qualquer resposta, quero dizer que se me tivesse deslocado à repartição de finanças já teria o assunto resolvido naquela tarde…

O serviço e-balcão pode ser usado para tirar dúvidas, efectuar pedidos ou pagamentos sobre todos os impostos ou ainda para tratar de questões de justiça tributária.

O e-balcão esteve a ser testado desde Junho e o grande objectivo deste serviço é que até ao final do ano consiga reduzir em cerca de 25% o número de atendimentos presenciais que são, actualmente, realizados aos balcões das repartições. 

Se a estimativa de redução de 25% se verificar, em menos de um ano e meio o e-balcão reduzirá para metade as deslocações aos serviços de Finanças. O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, terá referido que o objectivo será que dentro de algum tempo esta solução se torne “no mais importante canal de atendimento aos contribuintes”, diminuindo-se assim tanto as deslocações físicas como os custos a estas relativos.

O projecto do serviço e-balcão será complementado com a inclusão no Departamento de Serviços aos Contribuintes – a ser criado até ao final deste ano. Este será um Departamento que vai implicar que repartições de Finanças passem a estar estruturadas, não por imposto como acontece na actualidade, por função.

Saiba tudo no Portal das Finanças.

 

 

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Recibos Verdes: Quando é que Começam a Cheirar a Bosta?

26 de Junho de 2019 by olinda de freitas Leave a Comment

Não são os recibos verdes, per si, que são uma bosta mas antes o que as empresas são capazes de fazer com eles. Trabalhar utilizando o regime de recibos verdes tem sido cada vez mais frequente em Portugal. A crise económica veio, de facto, instituir grandes alterações no mercado laboral e permitiu que começassem a surgir novas formas de colaboração.

A utilização abusiva dos recibos verdes: governo que conduz à exploração tem 100 anos de podridão

recibos verdesApesar do regime de recibos verdes já ser antigo, não se trata de novidade, a verdade é que hoje em dia é utilizado de forma exponencial e abusiva. As empresas optaram por diminuir os seus quadros e subcontratam serviços em regime não vinculativo.

No fundo, e à superfície, a bosta vem sempre à superfície, para as empresas é mais vantajoso e económico ter trabalhadores em regime de recibos verdes.

A questão que se coloca é que para qualquer trabalhador este regime acaba por ser prejudicial e trazer inúmeras desvantagens, principalmente quando o trabalho é dolorosamente mal pago, sendo uma das principais a insegurança relativa ao futuro.

A não vinculação contratual a uma empresa torna tudo mais incerto. Mas, pelo menos, estas empresas assumem os compromissos a que o regime dos recibos verdes obriga ou agravam a precariedade perante os colaboradores?

Saber bem o que contar relativamente aos recibos verdes

Tudo começa por optar pelo regime simplificado ou contabilidade organizada se o que se pretende é trabalhar por conta própria. O regime simplificado é o mais utilizado pela população, já que as regras ditam que o volume de facturação não pode ultrapassar os 150 mil euros por ano. Na declaração a entregar em 2014, o fisco considera automaticamente como rendimento líquido 75% dos ganhos totais e 25% como despesas necessárias ao desempenho da actividade – desde que esta não pertença ao ramo hoteleiro, de restauração ou bebidas, ou então que os ganhos não resultem de vendas de mercadorias e produtos. Nestes últimos casos, o fisco assume como rendimento líquido 20% dos proveitos.

Se por acaso se conseguir prever que mais de 25% do volume de negócio vai servir para pagar as despesas com a actividade, será melhor optar-se pela contabilidade organizada. No entanto, é obrigatório ficar três anos no regime que se escolher e para o conseguir alterar deverá ser entregue uma declaração de alterações.

Depois deverá funcionar tudo na normalidade: o colaborador presta o serviço cumprindo com zelo o seu trabalho e passa o recibo na data estipulada para pagamento. Amiúde há empresas que exigem o recibo antes do pagamento e acordam essa modalidade com o colaborador cumprindo, também de forma escrupulosa, com o acordado.

Mas pode também acontecer as empresas borrarem-se de bosta por uns tostões. O que é a bosta? A credibilidade, a confiança, a reputação e a imagem que projecta aos seus colaboradores – e obviamente ao mercado. O maior exemplo disso é o IEFP!

Pode, no entanto, acontecer, nunca sabemos o que se passa em casas alheias, esses míseros tostões atrasadíssimos estarem a servir para pagar a mercearia lá de casa deles. Percebemos e temos pena, sim, e somos melhores: afinal andamos todos cá para nos ajudarmos uns aos outros.

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